Novas pulsações
Tenho um blog, logo existo
Sociedade
líquida, mundo pós-moderno, necessidade de parecer para poder ser. Nesse
contexto, entrelaçado e, muitas vezes
criado pelas novas tecnologias; é preciso estar no grupo, assim como se destacar nele ou dele.
Ter um
espaço na Internet para chamar de seu, para expressar sua ideologia, colocar
suas dúvidas, seus desejos, parte de sua vida - mesmo a virtual (do vir a ser)-
é algo que interessa a qualquer
internauta, por extensão a cada aluno. Será?
Inserida (
ou pretendendo inserir-se ) no contexto atual, a escola utiliza-se dos blogs para divulgar, armazenar
ou até mesmo refletir sobre determinados conhecimentos. “Antenada”, estimula a
autonomia e a responsabilidade de seus atores professores e estudantes. Aí residem os acertos e os erros dos blogs
educativos e a recepção dada a eles pelos alunos.
Utilizados
como um simples caderno, bloco de
anotações ou lousa, muitos blogs apresentam resumos, exercícios para fixação de
conteúdos e notas de esclarecimento.
Esse uso
parece desconhecer o gênero textual blog e o equipara a outros gêneros já
conhecidos. O que se vê nesses blogs é a absoluta falta de interação e a
monotonia de textos e exercícios extremamente longos e desinteressantes, algo
muito próximo ao gênero textual caderno de aula ou livro didático.
Há uma
diversidade de blogs nesse formato e uma única avaliação salta aos olhos de
quem os observa: alguém editou uma ou mais páginas para informar algo a alguém ou para formar
alguém. São espaços frios que, em pouco tempo, morrem de solidão, embora muitos
tenham uma interface bem agradável.
Há,
entretanto, outro tipo de blog: aquele que instiga, provoca interação,
problematiza, cria espaços para reflexão e criação. Esses duram mais que um ano
letivo, pois lá estão guardados pedacinhos pulsantes de vida: aquele poema
escrito pelo estudante, o trecho de uma obra que o fez refletir (com a
reflexão), a opinião dos amigos e até de internautas desconhecidos. Isso fica,
é um livro da vida, um portfólio que a escola sabe que funciona, pois é
direcionado à autonomia, à reflexão, ao diálogo. Nesses blogs, o aluno marca
presença e continua a fazê-lo ao deixar de ser aluno.
Entender,
pois, o gênero textual blog. Saber fazer
dele um espaço de mediação, às vezes com
a sala de aula, mais sempre com a vida; eis as diretrizes para um blog
verdadeiramente educativo.
Referências
bibliográficas
COSCARELLI, Carla Viana. Gêneros textuais na escola. Disponível em http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2009/12/artigo051.pdf Acesso em 04/07/2012.
GUTIERRE, Priscilla
Brossi. Blogs na sala de aula.
Disponível em http://www.educared.org/educa/revista_educarede/especiais.cfm?id_especial=221.
Acesso em 04/07/2011.
RIBEIRO, Tiago da
Silva. EMAIL E BLOG:
“ gêneros textuais” ou veículos de comunicação? Disponível em
http://www.hipertextus.net/volume2/Tiago-Silva-RIBEIRO.pdf Acesso em 04/07/2012.
SOARES, Maria Salete Prado. O BLOG: conceito e uso pedagógico. Disponível em http://teiaeducom.blogspot.com.br/2005/12/o-blog-conceito-e-uso-pedaggico.html Acesso em 04/07/2012.
Pulsações Quando Sopram os Ventos de Mudança
Scorpions
O futuro está no ar
Posso senti-lo em todo lugar
Soprando com o vento de mudança
O vento da mudança sopra diretamente
Na face do tempo
Leve-me à magia do momento
Numa noite de glória
Onde as crianças de amanhã dividem seus sonhos
Com você e eu
(IN) VENTANDO POEMAS
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Vladimir Kush |
O TEMPO E O VENTO
(Mário Quintana)
Havia uma escada que parava de repente no ar
Havia uma porta que dava para não se sabe o quê
Havia um relógio onde a morte tricotava o tempo
Mas havia um arroio correndo entre os dedos buliçosos dos pés
E pássaros pousados na pauta dos fios de telégrafo
E o vento!
O vento vinha desde o principio do mundo
Estava brincando com seus cabelos...
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Vladimir Kush |
CANÇÃO DO VENTO NA MINHA VIDA |
(Manuel Bandeira) |
O vento varria as folhas,
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Vladimir Kush |








